Conheça os finalistas do Prêmio AF de Arte Contemporânea 2020

Os três artistas selecionados irão mostrar seus trabalhos na Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis, em dezembro. O vencedor será anunciado na abertura da exposição e fará uma residência artística na Cité Internationale des Arts, em Paris

 

A sétima edição do Prêmio AF de Arte Contemporânea, um dos mais importantes reconhecimentos da cena de artes de Santa Catarina, acaba de divulgar os três finalistas de 2020: Anna Moraes, Edson Macalini e Jan M.O. Eles irão mostrar seus trabalhos em exposição coletiva na Fundação Cultural Badesc, na Capital. O grande vencedor será anunciado na abertura da mostra em dezembro —em razão da pandemia, a exibição será virtual. Como prêmio, fará uma residência artística de três meses na Cité Internationale des Arts, em Paris.

A seleção foi feita por um corpo de jurados formado por Sandra Checruski Souza, mestre em História da Arte (Udesc), especialista em Gestão e Políticas Culturais (Universidade de Girona-Espanha) e coordenadora do setor educativo e de programação cultural do Museu de Florianópolis; e por Niura Borges, pesquisadora, mestre em Artes Visuais (UFRGS) e galerista gaúcha. A terceira jurada, Mathilde Lajarrige, gerente de projetos do Departamento das Residências do Institut Français, em  Paris, irá participar da seleção do vencedor ou vencedora.

Em comum, os três artistas têm uma trajetória consistente, trabalhos pautados em experimentação de diferentes linguagens e pesquisa conceitual que dialoga com as obras.

— Um dos critérios usados para a seleção foi a coerência teórica e prática. Os finalistas tinham muito bem fundamentados seus trabalhos, sem deixar de lado a construção poética e o trabalho estético em si. Todos têm uma pesquisa muito densa e que se revela em suas obras — observa a pesquisadora e galerista Niura Borges.

Mais de 70 artistas inscritos

Em sua sétima edição, o prêmio promovido pela Aliança Francesa Florianópolis propõe a valorização da trajetória de artistas de Santa Catarina. Por isso a avaliação se deu a partir do portfólio, sempre com o cuidado de apresentar à cena artistas novos e que podem ainda ocupar seus espaços. Em 2020, o prêmio recebeu mais de 70 inscrições e muitas das propostas apresentadas evidenciaram os reflexos de um ano pandêmico em algumas obras.

— O momento é inusitado para todos e considerei qual era a relação do artista com esse período. Além disso, observei a experimentação e o uso de outros recursos para além das linguagens tradicionais — afirma Sandra Checruski Souza.

Conheça os finalistas

Anna Moraes (1988) | Florianópolis

Anna Moraes é artista visual, doutoranda em Processos Artísticos Contemporâneos e mestra em Artes Visuais pela Udesc. Pesquisa diferentes entendimentos acerca do desenho contemporâneo. Seu processo artístico é pautado na investigação de possibilidades do desenho por meio de linhas, traços, fios e territórios que dialogam com a paisagem. Com o isolamento social de 2020, passou a pensar possibilidades de se desenhar junto, ainda que isolados, adentrando a linguagem da videoarte. Também criou uma coleção e catalogação das paisagens vistas da janela de sua casa em desenho e em caixinhas de acrílico. Anna foi finalista da edição 2019 do Prêmio AF de Arte Contemporânea e já foi contemplada com o Prêmio do Júri no Salão Nacional da Quarentena (2020). Também participou da Bienal Internacional de Curitiba (2019), entre outros reconhecimentos.

Edson Macalini (1983) | Palhoça

Edson Macalini é doutorando e mestre em Artes Visuais pela Udesc. Já mostrou seu trabalho em exposições, além de ter participado de residências artísticas, feiras e produções em coletivos de artistas. Seu trabalho envolve ações e movimentações que correlacionam artes e natureza, como uma arqueologia dos lugares onde viveu e visitou. Sua obra reflete o interesse pelas relações entre arte e natureza, biologia e arqueologia, política e meio ambiente, o urbano e o rural, além de modos de vidas humanas, de animais, plantas e culturas.

Jan M.O. (1986) | Joinville

Jan Oliveira é é artista visual, ilustrador e graduado em Design Gráfico e Programação Visual. Nasceu no Rio de Janeiro e mora em Joinville desde 2005. Já exibiu suas obras em exposições, coletivas, bienais e salões em vários estados do Brasil e países como Colômbia e Espanha. Há mais de 15 anos explora técnicas do desenho e, recentemente, passou a pesquisar as práticas da gravura e a criação de objetos. Sua produção utiliza tanto os processos manuais quanto as experiências industriais na elaboração de obras tridimensionais ou na multiplicação delas. O artista explora a diferença e a repetição, palavra e imagem. Seu processo artístico passa pela possibilidade de pensar novos aparatos e meios — imagéticos, móveis, estáticos ou abstratos.

O Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea 2020 é viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Patrocínio da ENGIE. Apoio do Consulado da França em São Paulo, do Institut Français, do Institut Français do Brasil e da Fundação Cultural Badesc. A coordenação é Marte Inovação Cultural. Realização da Aliança Francesa de Florianópolis, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.